Para recebimento, venda e transferência, toda mercadoria passou a ser etiquetada com RFID tanto no controle como rastreabilidade dos estoques

 

6 de julho de 2017 – A Bauarte, que atua desde 1995 no atacado e varejo de bolsas e acessórios, na região do Bom Retiro, em São Paulo, com produtos nacionais e importados, decidiu investir neste ano em tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para ganhar visibilidade sobre os produtos e aprimorar a experiência dos clientes.

Para isso, a empresa implantou uma solução completa para recebimento, venda e transferência de toda mercadoria que comercializa, que passou a ser etiquetada com RFID para controle e rastreabilidade dos estoques. E o que era para ser apenas um teste já se tornou uma realidade no dia a dia da empresa e um roteiro para novos investimentos.

Toda mercadoria recebida é conferida e depois etiquetada com RFID para o controle e rastreabilidade dos produtos. Antes de seguir para o estoque é feita uma conferência com RFID na esteira e essas informações são passadas ao sistema. A venda no caixa também trouxe benefícios para o cliente, que pode realizar a conferência de seus produtos antes de seguir para o caixa, o que eliminou filas e agilizou o processo de check-out.

Quanto à transferência, com as informações já cadastradas dos produtos no sistema, fica mais fácil ter o controle quando uma transferência é solicitada. A leitura na esteira de saída tem sido realizada para validar os Electronic Product Codes (EPC), da GS1, dentro das caixas lacradas.

O middleware iTAG Monitor, desenvolvido pela iTAG, é responsável por realizar a leitura das etiquetas RFID. O software está presente em todos os processos da loja e é responsável pela validação e conferência dos itens etiquetados.

“Escolhemos a iTAG para ser a nossa fornecedora RFID, porque desde o primeiro momento, com testes e levantamentos, até a implantação do projeto, a empresa esteve sempre presente nos processos”, diz Paulo Ferreira Gonçalves, diretor da Bauarte. “A Bauarte conheceu a iTAG por meio de representantes. Conhecemos a tecnologia proporcionada pela empresa e o software de leitura e impressão. Então, decidimos fazer os primeiros testes na loja sede”.

Implantar RFID foi uma experiência positiva na empresa. “Facilitamos o trabalho dos colaboradores, pois agora ao invés de bipar produto a produto, os mesmos podem ler dezenas deles em segundos”, afirma Gonçalves. “Temos confiança nos processos realizados pois contamos com a rastreabilidade dos itens. O desafio [da implantação] foi a redução dos processos, pois levavam horas e hoje apenas minutos”.

O processo RFID na Bauarte funciona na seguinte maneira, segundo Gonçalves, “primeiro realizamos o Pedido de Compra ou recebemos a mercadoria via transferência. Os itens chegam na nossa sede, onde nós realizamos a conferência do pedido e geramos as etiquetas RFID”. Os produtos são etiquetados com base nessa conferência.

Depois de etiquetados e conferidos, os itens são armazenados em estoque, onde aguardam solicitação de reposição da loja ou pedido de transferência para outra loja. “Na área de vendas, o cliente escolhe a sua mercadoria e segue para o Portal RFID onde faz a conferência dos itens antes de seguir para o caixa”, explica.

Antes da RFID, o recebimento da mercadoria era todo feito manualmente e seguia para o estoque com base na conferência feita. Esse processo era um dos mais propícios a erros, pois em alguns casos a mercadoria não era conferida. A venda por código de barras, unitária e lenta, desagradava os compradores. E a transferência, quanto necessária, também era realizada de maneira manual e sujeita a erros.

A Bauarte tem uma média de 50.000 peças comercializadas por mês e a sua missão é oferecer os melhores produtos em acessórios da moda, contando com uma enorme variedade de produtos nacionais e importados. Antes da RFID, todo processo era realizado da forma tradicional, utilizando somente o código de barras para conferências de entrada até o processo de saída dos produtos na loja.

O Pedido de Compra era realizado, funcionários recebiam as mercadorias e faziam uma conferência apenas com a NF e, então, após essa conferência as caixas davam entrada no estoque. O processo seguia com a reposição e a venda, um dos pontos mais demorados em função do código de barras.

“Com a tecnologia RFID ganhamos produtividade e agilidade nestes processos”, comemora Gonçalves. “Recebemos a mercadoria por Pedido de Compra ou Transferência, fazemos a conferência dessas mercadorias e então geramos uma etiqueta RFID para o controle nos demais processos”. Com a informação dos produtos vinculada ao EPC único de cada etiqueta, a empresa consegue ter controle sobre a necessidade de reposição ou transferência para outras lojas.

Na área de vendas, a leitura dos itens selecionados pelos clientes é feita antes mesmo de este ir para a fila do caixa. Dessa forma, o cliente vai ao caixa somente para finalizar sua compra.

A implantação não segue parametrização do padrão EPC GEN2 para a geração dos códigos, porém, os equipamentos atendem todas as especificações do padrão. As leituras são feitas nas esteiras com interrogadores Acura M6, para validação dos itens etiquetados que passam pelas esteiras, e na área de vendas, para conferência dos itens selecionados pelo cliente antes de seguir para o caixa. O leitor Acura Edge 50 faz a conferência da mercadoria vendida.

São utilizadas etiquetas iTAG Adesivas, tamanho 7 x 2 cm, com chip EM4124 e tamper de segurança. “O maior desafio que tivemos foi a busca de um novo fornecedor RFID que atendesse às nossas necessidades e se adequasse ao nosso processo, sem a necessidade de alterá-lo”, diz Gonçalves, dizendo que, juntas, as equipes de TI e da Área de Negócios perceberam que a RFID traria benefícios aos processos da loja.

Após a implantação da RFID na Bauarte, explica o executivo, “reduzimos o tempo dos processos logísticos, eliminamos entregas divergentes, aumentamos a acuracidade e ganhamos com controle dos itens armazenados em estoque, assim como ganhamos com o rastreamento das peças ao longo dos processos (recebimento na loja – armazenamento em estoque – reposição da loja – venda ao cliente), reduzimos os extravios e acima de tudo, garantimos uma experiência de compra nova e mais veloz ao cliente”.

Os próximos passos já estão sendo planejados. “Agora iremos expandir a RFID dentro da Bauarte, trazendo processos como inventários, ruptura de estoque e controle do FIFO (First in, first out). Queremos demonstrar que podemos reduzir o tempo e o número de recursos que leva para a realização de um inventário tradicional, com conferência manual”.

Para Gonçalvez, será possível demonstrar também que com balanços totais ou parciais da loja pode-se fazer a conferência dos itens por ruptura e FIFO.

O sistema da iTAG funciona com o ERP Millenium, desenvolvido pela Millenium Networking, que foi integrado à tecnologia RFID. A comunicação funciona remotamente, porque o servidor de dados funciona em Cloud Computing.

Esta matéria foi escrita por Edson PerinRFID Journal Brasil.

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